Cursos aconteceram em Sombrio e Praia Grande. No dia 3 de março, a Epagri realizará uma atividade para bananicultores, que buscam diminuir o uso de defensivos nas lavouras

Sombrio

Praia Grande

Nesta quarta-feira, dia 19, a Epagri realiza duas atividades, uma no município de Sombrio e a outra em Praia Grande, voltadas as produções de hortaliça e de maracujá.

Em Sombrio, o encontro acontece na propriedade de Antônio Manoel Duarte, que cultiva alface na localidade de Sanga Negra. O tema da reunião técnica é o plantio direto de hortaliça, coordenada pela extensionista Mirielle de Oliveira Almeida. Ela explica que não se tratará especificamente de agricultura orgânica, e sim da chamada agricultura limpa, que visa a redução do uso de produtos químicos. Isso é possível, explica a extensionista, com a ‘construção’ do solo antes do plantio. Ou seja, a preparação, de forma natural, da terra para receber as plantas.

Podem participar deste encontro pessoas que já se dedicam as hortaliças, sejam elas tomate, alface, repolho ou outras, ou quem busca uma alternativa de renda. Essas culturas ainda não têm grande destaque no município, mas a tendência é de crescimento.

Também nesta quarta, acontece um curso regional de produção de muda de maracujá, em Praia Grande. A forma de plantio da fruta sofreu uma grande transformação na região, depois do aparecimento de uma virose, em 2016, que quase dizimou os parrerais. “Quem faz muda pra vender, ou vai fazer, é bom participar, se informar, pra preparar bem a próxima safra”, convida o extensionista da Epagri de Sombrio Sandoval Miguel Ferreira. O município tem a maior área plantada do Estado, com 535 hectares.

Santa Catarina produz o melhor maracujá do Brasil para consumo in natura. Seu tamanho e volume de polpa são os diferenciais que fazem a fruta ser quase toda comercializada na região Sudeste do país. Essa qualidade é resultado de anos de trabalho com a fruta, que começou a ser cultivada de forma profissional no território catarinense por volta de 1990.

Menos defensivos

Mirielle acompanha também um grupo de bananicultores que desde 2017 faz a transição do cultivo tradicional para o orgânico. “Temos trabalhado a questão da saúde da planta, buscando deixá-la saudável, sem usar o agrotóxico antes da doença aparecer”, diz.

No dia 3 de março, mais uma atividade da Epagri está marcada. A oficina sobre tecnologia de aplicação de defensivo, tem o mesmo objetivo, de diminuir os produtos químicos nas lavouras. Os participantes vão aprender os cuidados com a pulverização e outros aspectos que favorecem o agricultor, o meio ambiente e o consumidor. “Fazendo uso correto e consciente desses produtos, o agricultor economiza, se expõe menos ao perigo, protege mais a natureza e beneficia o consumidor”, defende Sandoval. O futuro parece promissor. Segundo ele, alguns produtores conseguiram uma queda de 50% no uso de defensivos depois que adotaram práticas corretas de manejo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui