Giovana (ao centro) está 'ilhada' em Bali com o marido, o pai e a irmã (foto: Arquivo pessoal)

Um grupo de brasileiros impossibilitados de deixar a Indonésia vive a angústia por não saber quando poderá regressar ao país. Muitos escolheram alguns conhecidos destinos turísticos conhecidos da Ásia, outros viajaram para encontrar familiares. Apesar das histórias diferentes, todos acabaram presos em um destino comum, provocado pelo avanço da pandemia do novo coronavírus em várias partes do mundo.

A fotógrava Giovana Garcia dos Santos, uma catarinense do município de Sombrio, cidade localizada a cerca de 240 km ao sul de Florianópolis, é uma dessas pessoas. Ela deixou o Brasil no dia 9 de março para realizar uma viagem de férias às Filipinas e uma visita à irmã, que reside da Austrália, em companhia do marido e do pai.

“Com o avanço da pandemia, tomamos a decisão de vir para Bali, na Indonésia. No dia 19 de março, chegamos à conclusão de que devíamos retomar o mais breve possível, pois as fronteiras estavam se fechando. Não conseguimos realocação nas companhias e estamos aqui, sem nenhuma empresa que nos dê uma solução. Esperamos que o governo [brasileiro] nos dê alguma possibilidade de voltar para casa”, disse a brasileira.

Giovana disse que companhias aéreas venderam passagens com overbooking  (prática na qual empresas comercializam um número de bilhetes acima da capacidade da aeronave) e cobraram valores exorbitantes pela volta. Tudo sem que houvesse garantia de que o voo não seria cancelado.

“A única rota estaria custando R$ 60 mil. Esse valor varia de R$ 14 mil a R$ 27 mil cada bilhete de retorno. Acompanhando os que conseguiram retornar, há somente a rota Doha-Guarulhos. Mas isso se pagarmos o valor que estão pedindo no momento. E não temos a garantia que [o voo] não será cancelado. Ou que, quando chegar o dia do voo, Doha [no Qatar] não esteja em lockdown”, contou.

Preocupação com o pai

Temerosa pelo estado de saúdo do pai, de 69 anos, fumante e acomedido de efisema pulmonar, Giovana pede a ajuda das autoridades brasileiras para solucionar o drama vivido pela família. “Nosso seguro viagem já expirou. As companhias aéreas nos deixaram aqui sem nos perguntar se teríamos condições de arcar com os custos por tempo indeterminado”, lamentou a fotógrafa.

Uma alternativa para o grupo – que tem cerca de 130 brasileiros, segundo estimativa da fotógrafa -, seria um voo de repatriação, organizado com o apoio do Itamaraty. “[Pedimos] uma solução o mais breve possível para que possamos retornar para a nossa casa em segurança, onde tenho três filhos que aguardam a chegada dos pais e do avô”, projetou Giovana.

Casal Ilhado

A enfermeira Marina Cadore Coutinho, funcionária Pública Estadual em Santa Catarina, também disse que está retida na Indonésia e aguarda a ação das autoridades brasileiras para retornar ao país. “Aproveitei a oportunidade de vir para a Indonésia nas minha férias, porque o meu marido é surfista profissional e foi convidado gravar um filme aqui. Meu retorno seria no dia 30 de março. Agora, estou literalmente “ilhada” aqui sem previsão de retorno”.

Apoio à filha grávida

A dona de casa Telma Maria de Jesus Goes, de 59 anos, chegou ao Timor Leste no dia 29 de janeiro para cuidar da filha, que mora no país asiático e estava no último estágio da gravidez. O bebê nasceu três dias depois da sua chegada, mas a brasileira decidiu ficar um pouco mais com a família.(fonte: R7 Notícias)

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