Unesc é contemplada com bolsas
para a formação de novos professores

Programas de Residência Pedagógica e Pibid atuam com estudantes dos cursos de Licenciatura (Foto: Arquivo)

Os acadêmicos dos cursos de Licenciatura da Unesc terão mais uma vez a oportunidade de ampliar a experiência no ambiente escolar ainda durante a graduação. O Pibid (Programa de Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) e o Programa Residência Pedagógica da Unesc, foram contemplados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC) com 192 bolsas para estudantes da Universidade. O resultado da seleção nacional de programas foi divulgado na última sexta-feira (22/5).

Os programas oferecem ainda bolsas para professores da Universidade e das escolas da região.  O próximo passo será o lançamento pela Unesc do edital para a seleção de alunos e professores para desenvolverem atividades nas escolas da região a partir do segundo semestre de 2020. As bolsas, subsidiadas pelo Governo Federal, são de R$ 400 para acadêmicos da Unesc e R$ 765 para professores de escolas públicas. O trabalho será desenvolvido durante 18 meses.

O Pibid existe há oito anos na Unesc e por eles, já passaram mais de 600 acadêmicos dos cursos de Licenciatura. Já o Residência Pedagógica foi lançado em 2018 e até então envolveu 96 futuros professores. Em todos os dois programas, a equipe é formada por acadêmicos e docentes da Unesc e professores das escolas da região. Os locais da realização das atividades ainda serão definidos pelas secretarias da Educação dos municípios participantes: Criciúma, Içara, Cocal do Sul e Forquilhinha.

Nas escolas, os acadêmicos que estão se preparando para exercer a docência, têm contato com a realidade da Educação Básica da região, aprendem com alunos, professores e a direção das escolas, além de colocar em prática os ensinamentos do curso superior e aprender também com o fazer docente. Os programas utilizam bases teóricas e práticas, sendo que além da presença nas escolas, os acadêmicos da Unesc debatem, levantam dados e elaboram documentos, sob a coordenação de professores da Universidade.

Pibid

Para participar do Pibid, o estudante deve estar até na quarta fase da graduação. Pelo programa, o futuro professor tem o primeiro contato com a realidade em sala de aula, algo que antes ocorria apenas durante as disciplinas de estágio, a partir da quinta fase, conforme regulamentação do MEC.

As atividades do Pibid são divididas em subprojetos. Há um coordenador geral do programa e cada subprojeto tem o seu supervisor, que nos dois casos são docentes universitários. Nas escolas, cada subprojeto possui três professores do local que atuam como preceptores.

“A presença do nosso acadêmico, que é um professor em formação na escola já nas primeiras fases do curso superior possibilita um conhecimento de uma realidade que vai além dos muros da Universidade. Eles aprendem com a prática, são colocados em contato com desafios e isso é aquele `algo mais` importante na formação. Temos feedbacks muito interessantes inclusive dos professores e diretores das escolas, de como a presença do Pibid mexe positivamente com a dinâmica escolar, inclusive no caso dos professores, que têm uma espécie de formação continuada com as atividades”, afirma o coordenador institucional do Pibid, Richarles de Carvalho.

Residência Pedagógica  

Do Programa Residência Pedagógica podem participar alunos que já fizeram 50% do curso. De acordo com o seu curso, o acadêmico residente pode atuar em um dos subprojetos. “O programa tem como objetivo a formação de professores para a Educação Básica e promove a integração mais efetiva da Universidade com as escolas e os alunos. Os nossos estudantes participam do funcionamento da escola, conhecem o cotidiano, dão aulas e interagem com tudo que envolve a educação em sala de aula. É uma imersão desses licenciandos com maior intensidade no ambiente escolar”, afirma a coordenadora do Residência Pedagógica, Aurélia Honorato.

Assim como no Pibid, neste programa, há um coordenador geral e cada subprojeto possui um supervisor e três preceptores. Segundo Aurélia, a participação nestes programas fortalece a formação dos novos professores para a Educação Básica. “Temos o estágio supervisionado, mas é um tempo menor em comparação com o programa, que é um processo mais amplo de experiência. Esse espaço de conhecer o local futuro de trabalho deles e possibilitar que eles convivam com professores, com a direção e com as crianças e adolescentes fortalece todos os envolvidos”, comenta.

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