Está tramitando no TSE processos para a criação de mais 70 partidos, lembrando que já existem 35 no Brasil

Rolando Christian Coelho, 09/10/2019

Quase 70 processos solicitando criação de partidos estão tramitando, neste momento, no Tribunal Superior Eleitoral. Tem partido para tudo quanto é gosto, dentre eles a Arena, a UDN e o PDS, legendas cuja sonoridade não são nenhum pouco estranhas ao eleitorado mais maduro, até porque são legendas que já existiram no Brasil.

Algumas legendas são curiosas, como o PISC, o Partido da Interação Social e Cidadania. Tem também o PSETE, que é o Partido das Sete Causas, e ainda o PE, Partido do Esporte. Por falar em esporte, tem também o PNC, o Partido Nacional Corinthiano. Isso mesmo, o pessoal do Corinthians quer um partido para chamar de seu. Há também o PIRATAS, que é o Partido Pirata do Brasil, e o ANIMAIS, que é o Partido Político dos Animais. Por falar em animais, também tramita no TSE o pedido de formação do PUMA, o Partido Universal do Meio Ambiente. Há algumas legendas que nem nasceram ainda e já estão se brigando, como é o caso da supracitada UDN. Acontece que existem dois pedidos de registro da legenda. Um ligado a políticos de São Paulo, que quer recriar a União Democrática Nacional. Já a outra UDN é ligada a políticos de Brasília, que querem criar a União para a Defesa Nacional. Por óbvio que, se um for criado, o outro não poderá sê-lo, pois do contrário teríamos dois partidos com a mesma sigla.

No resumo da ópera, há a intenção de se criar partidos para todos os gostos. Da extrema direita à extrema esquerda, com suas mais distintas nuances. O curioso da história é que ano que vem a legislação eleitoral já não permitirá mais coligações proporcionais e a expectativa é a de que apenas entre 12 e 15 partidos, dos 35 já existentes, consigam sobreviver a este primeiro peneiraço. Num futuro não muito distante, a tendência é que apenas entre cinco e sete siglas de fato tenham força política no país. Ainda assim, se todos os processos de criação de partido que tramitam no TSE fossem homologados, aliados aos partidos que já existem, teríamos mais de cem legendas no Brasil. Nesse ritmo, logo, logo faltará eleitor.

TCE aponte 65 obras inacabadas em SC

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado mostra que pelo menos 65 obras públicas tocadas pelo governo catarinense estão paradas, ou extremamente atrasadas em seu cronograma de execução. Aqui no Extremo Sul se destaca a Serra do Faxinal, entre Praia Grande e a divisa como Rio Grande do Sul, que há anos aguarda sua retomada. Há ainda a questão da Barragem do Rio do Salto, em Timbé do Sul, que é uma obra federal, mas realizada em parceria com o governo catarinense. No conjunto, o Governo do Estado precisaria investir R$ 600 milhões para concluir tudo o que está parado ou andando a passos de tartaruga. Não seria nada mau se o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) focasse neste objetivo. Ao menos entraria para a história do Estado.

Sombrio está perdendo R$ 2,5 milhões por ano

Prefeitura Municipal de Sombrio deixará de receber ano que vem nada menos do que R$ 2,5 milhões por conta do município não ter 78 habitantes a mais. Informação é do Secretário de Administração e Finanças do executivo, José Sidnei Januário. Desde 2011 o IBGE vem apenas fazendo projeções quanto a populações dos municípios brasileiros, o que tem deixado os dados bastante defasados, principalmente no caso daqueles municípios que são pólos industriais, como é o caso de Sombrio. A Prefeitura de Sombrio está solicitando uma atualização in loco do número de habitantes do município, e não apenas por estimativa. Se isto for feito, Sombrio poderá postular os R$ 2,5 milhões a mais que por ano já a partir de 2020. Se isto não acontecer, será necessário esperar o Censo de 2020, mas ai o dinheiro viria só em 2021.

Desapropriações da Rocinha serão pauta hoje e amanhã

Hoje e amanhã Araranguá será palco de um mutirão que será realizado pela Justiça Federal, objetivando encaminhar acordos de desapropriações relativos às obras da Serra da Rocinha, em Timbé do Sul. Estão previstas a realização de 78 audiências, cujo objetivo é liquidar pendências que ainda pairam sobre tais desapropriações, realizadas ao longo dos últimos anos. Por se tratar de uma obra federal, as audiências serão conduzidas pelo juiz federal Jorge Maurique. Expectativa é que esta página seja virada o mais rápido possível, já que a falta de acordos pode gerar processos que, logo adiante, acabem em interdição judicial das obras da BR 285, sob o argumento de apropriação indevida de áreas particulares.

Metade dos deputados do PSL criticam Moisés

Se continuar nesse compasso, governador Carlos Moisés da Silva já, já vai acabar deixando o PSL. Dos seis deputados estaduais do partido, três tem se dedicado a fazer duras críticas a sua gestão: Jessé Lopes, Ana Campagnolo e Sargento Lima. A bem da verdade, seus correligionários são os que mais têm feito oposição a seu governo. Jessé chegou ao ponto de retirar a fotografia do governador de seu gabinete. Ana Campagnolo acusa Carlos Moisés de não estar afinado com os princípios conservadores do PSL, e muito menos comprometido com o pensamento do presidente Jair Bolsonaro. Já Sargento Lima reivindica obras e ações administrativas, como um reajuste de 37% para a Polícia Militar do Estado. Em contraposição, o governador tem estreitado seus laços com deputados ligados a outras siglas, especialmente com as moderadas.

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