Eleitos falam da campanha em meio a pandemia do Covid

Veterano em campanhas, Peri avalia este ano como diferente de tudo o que já vivenciou na política

Nova realidade exigiu adaptações, tanto de candidatos a prefeito e vereador nos mais de 5.500 municípios do país, quanto dos eleitores

Sombrio

Poucos encontros, comícios inexistentes e temor de abstenção nas urnas. Esta foi uma campanha eleitoral inédita por ocorrer em meio a uma pandemia. A nova realidade exigiu adaptações tanto de candidatos a prefeito e vereador nos mais de 5.500 municípios do país quanto dos eleitores.

A campanha de 2020 foi diferente desde o início, quando as datas de votação foram adiadas para novembro. Cronogramas foram alterados, medidas de segurança adotadas e eventos normais de campanha como comícios, por exemplo, foram cancelados pelo risco de contaminação. O novo coronavírus afetou um processo essencialmente presencial que pressupõe aglomeração, contato físico, aperto de mão. Mesmo antes do início das campanhas oficiais, havia a expectativa de que a campanha seria mais significativa nas redes sociais e não nas ruas. Porém, para muitos candidatos, o que se viu na prática foi outra coisa.

Veterano em campanhas eleitorais e reeleito pela terceira vez a vereador em Sombrio, José Eraldo, o Peri, avalia este ano como diferente de tudo o que já vivenciou na política. “Não pudemos realizar grandes encontros, que servem para mobilização do eleitor, que despertam a paixão dele para a participação. Ficamos só nas atividades menores, foi mais olho no olho”.

Já Rafael dos Santos Silva enfrentou sua primeira campanha, tendo que respeitar as restrições. Ele é enfermeiro, o que aumentou sua responsabilidade perante à população. “Fiz algumas visitas higienizando às mãos antes de entrar nas casas e ao sair, e usando máscara. Teve gente, até na família, que me disse que podia contar com elas, mas não precisava ir até lá pessoalmente. Acredito que a pandemia trouxe mais dificuldade”.

O vereador eleito João Roseno conta que chegou a organizar um encontro presencial com às mulheres do seu partido, depois os casos de contaminados pelo novo coronavírus aumentaram em Santa Catarina e as reuniões seguintes foram canceladas. Além disso, os três afirmam que deixaram de receber alguns votos de pessoas que estavam em isolamento social ou que resolveram não ir votar.

Os três estão entre os 11 vereadores eleitos no último domingo para o legislativo sombriense. Venceram a concorrência de 106 candidatos e os entraves proporcionados um inimigo invisível chamado coronavírus. “Além do medo do vírus, tinha o receio de fazer alguma reunião e repercutir mal nas redes sociais”, explica Peri. Foi uma experiência nova para todos e lidar com ela acabou sendo mais um motivo de ansiedade no pleito deste ano, que ficará na história.

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