Novo calendário eleitoral não é consenso na Câmara Federal

Deputados têm se reunido de forma virtual para discutir projetos em tramitação

Rolando Christian Coelho, 25/06/2020

Deputados federais ainda não conseguiram chegar a um consenso quanto ao texto final da PEC 18/2020, que altera o calendário eleitoral deste ano no país. O texto base aprovado em dois turnos, na terça-feira, no Senado Federal, prevê a mudança das eleições, em primeiro turno, do dia 4 de outubro para 15 de novembro, e em segundo turno, de 25 de outubro para 6 de dezembro. O novo calendário proposto também muda o período das convenções partidárias, assim como aumenta a quantidade de dias do horário eleitoral em rádio e televisão, além de vários outros pormenores.

Os detalhes, no entanto, parecem ser irrelevantes. A grande questão que tem gerado discórdia na Câmara dos Deputados diz respeito especificamente a data da eleição. Neste sentido, há três grupos de deputados bem distintos. O primeiro não quer a mudança do calendário. Este grupo acredita que até 4 de outubro a pandemia de covid-19 já deverá estar superada no Brasil, e, por conta disto, não haveria necessidade de nenhuma mudança. O segundo grupo defende a mudança aos moldes do que foi votado no Senado, sugerindo alguns pequenos ajustes, que não alteraria a essência da PEC. O terceiro grupo quer o adiamento das eleições neste ano, e a unificação do pleito de 2020 ao pleito de 2022, quanto o eleitor, então, escolheria de uma só vez de vereador a presidente da República.

A tese da unificação é a que tem menos adeptos, porque ela não é aceita, de forma alguma, nem pelo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM/RJ), nem pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/MA). A grande questão parece ser mesmo a decisão quanto a data que prevalecerá em 2020: 4 de outubro ou 15 de novembro.

A bem da verdade, tudo está preso a evolução dos gráficos da covid-19 no país. Se houver indicativo de supressão significativa da pandemia, não haveria necessidade de mudança. O problema é que, por ora, esse indicativo não existe. O mais provável que é a Câmara dos Deputados aprove o texto vindo do Senado, com algumas pequenas alterações. Dentre elas, há uma proposta para que pessoas acima de 60 anos não sejam obrigadas a votar, por estarem no grupo de risco da covid-19.

PRTB lança hoje candidatura à Prefeitura de Sombrio

PRTB vai oficializar hoje, às 11h, o lançamento da pré-candidatura do empresário Clodoaldo Patrício ao executivo municipal. O evento terá a presença de apenas algumas pessoas, por conta das restrições impostas pela covid-19. Clodoaldo foi um dos coordenadores da campanha do então candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro (S/P), e do então candidato ao Governo do Estado, Carlos Moisés da Silva (PSL), em 2018. À época, estava no grupo formado pelo PSL. Com a saída de Bolsonaro do partido, migrou para o PRTB, do vice-presidente Amilton Mourão. O lançamento da pré-candidatura deverá contar com a presença do deputado federal Luiz Armando Reis, conhecido popularmente como Coronel Armando (PSL).

Presidente do MDB diz que aliança com PSD está solidificada

Presidente do MDB de Balneário Gaivota, vereador Juliano Matias, diz que seu partido está trabalhando de forma afincada para solidificar a aliança majoritária composta com o PSD, visando disputar a Prefeitura Municipal neste ano. De acordo com Juliano, “a coligação irá render muitos bons frutos para o município”. A dobradinha terá como candidato a prefeito Evânio Machado, o Machadinho (PSD), que atualmente é vice-prefeito, e, como seu companheiro de chapa, o vereador Guidi Matos (MDB), que disputará a vice-prefeitura. A aliança foi selada graças a articulação do ex-prefeito de Balneário Gaivota, Valcir Ferreira Pereira (PSD), e do vereador licenciado Mano Godinho (MDB), que hoje ocupa a Secretaria de Turismo do município, e tem sido voz ativa dentro da prefeitura.

Solidariedade e PL de São João do Sul deverão estar juntos

Presidente do Solidariedade de São João do Sul, João Cardoso, que disputou a eleição para o comando da Prefeitura  Municipal em 2016, diz que seu partido estará aliado ao PL no pleito municipal deste ano. Na semana passada, os Liberais oficializaram a pré-candidatura do advogado Clóvis Scheffer ao comando do executivo. João também se coloca na condição de pré-candidato a prefeito, ressaltando que seu partido conta, ainda, com Rafael Lummertz Pereira para o embate majoritário deste ano. Por óbvio, as siglas precisarão convergir, mais tarde, para apenas dois nomes, que venham a compor uma aliança como candidato a prefeito e a vice. O grupo de oposição deverá enfrentar uma aliança timonada pelo prefeito Moacir Teixeira (MDB), que disputará a reeleição.

Meleiro poderá ter três candidatos novamente

Prefeito de Meleiro, Eder Matos (PL), diz que aliança com o PDT, para uma nova disputa ao executivo, “está sacramentada”. Santina Izé (PDT), que também concorreu no pleito majoritário de 2016, postulando o comando da prefeitura, deverá ser sua candidata a vice. A oposição permanece dividida. O Progressistas tem convergido para o nome do ex-prefeito Vitor Hugo Coral. Já o PSDB insiste no lançamento do atual vice-prefeito, Rogildo Bordignon, como candidato a prefeito. Em princípio, o atual cenário sugere as candidaturas de Eder, Vitor Hugo e Rogildo. Vale lembrar que na ultima eleição, Meleiro também teve três postulantes ao comando do executivo. Em meio a estas articulações, é preciso também aguardar para saber qual será o posicionamento do MDB, que tanto pode ter candidato a prefeito, como indicar o vice de algum outro candidato.

 

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