Garotos foram atropelados no início da tarde de segunda-feira, dia 7, na rua Anastácio de Oliveira Soares, no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá

Araranguá

Um dos dois garotos, de 12 anos, atropelados no início da tarde de segunda-feira, dia 7, na rua Anastácio de Oliveira Soares, no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá, segue no hospital, em estado grave.

Ele foi socorrido pela USA (Unidade de Suporte Avançado) do SAMU e levado ao HRA (Hospital Regional de Araranguá), ainda na segunda-feira, devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para o Hospital São José de Criciúma, com suspeita de traumatismo craniano, onde permanece, na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), sendo avaliado por um neurologista.

Segundo uma vizinha das famílias, o outro menino, que foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, com pequenas escoriações, já está em casa e passa bem.

O motorista, de 35 anos, que atropelou as crianças, dirigia uma Spin e nada sofreu, ele contou que foi desviar de um cachorro na rua e, como não viu as crianças, acabou as atropelando. A frente do veículo ficou bastante danificada. A versão do motorista é contestada por testemunhas, que falam que não havia cachorro na rua e que ele se perdeu sozinho.

A Polícia Militar foi ao local, constatando que o homem estava embriagado, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a CPP (Central de Plantão Policial) de Araranguá, onde foi autuado pelo delegado Jair Pereira Duarte, por embriaguez ao volante e lesão corporal gravíssima.

No final da tarde de segunda-feira, o motorista foi encaminhado ao PRA (Presídio Regional de Araranguá), no entanto não permaneceu preso, pois foi solto por volta do meio-dia desta terça-feira, dia 8, antes mesmo da audiência de custódia, que foi dispensada pelo juiz plantonista. A autoridade judiciária justificou em sua decisão, entre outras coisas, que o homem não apresenta risco de fugir durante o processo.

Em entrevista a um canal de televisão, o pai do menino, que está internado na UTI, João Oliveira, disse que espera justiça. “Eu espero que a justiça seja feita, não tem mais nada que a gente possa fazer”, lamentou.

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